Anteriormente em Season Finale...
Lembro que na temporada anterior eu clamei pelo inédito. Por algo que nunca tinha visto antes. E fui bem recompensado.
Visitei lugares inesperados e outros que já esperava há muito tempo. E foi tão familiar.
Pela primeira vez fiquei sozinho de verdade. Sou um ser solitário, mas sozinho foi a primeira vez. O que o futuro me reserva não foi do meu agrado. O que eu faria para mudar o que me espera?
Nada o que pode ser mudado, mas muito o que pode acontecer. Sou absolutamente um iniciante. Percebi isso nesta temporada ao me deparar com o inédito que sempre pedi aos céus.
Em sonhos eu sou levado ao reconforto. Tudo é do meu agrado, tudo é uma novidade e caso eu tenha algum problema ou os sonhos se transformem em pesadelos, eu acordo e está tudo certo.
Ou acordo para a realidade. A realidade sem controle. A realidade desigual e assustadora. A realidade da rotina. A realidade de elevador sem fim, que vai de andar em andar sem nada para acontecer. Subindo, descendo, qual a diferença?
Vou sonhar um dia que somente existirá minha imaginação. A única condição real é estar sozinho. Ontem me fiz de ridículo, mas isso não me afeta hoje, e pedi perdão. Esta tarde, embora ainda nada realmente aconteceu, fui andar por aí e fiz retratos anônimos. Finalmente veio a noite e acendi a luz. Finalmente, um dia de calma inventada!
Eu já ouvi esse som antes. Esta voz. Eu nunca a ouvi na minha casa. Nunca a escutei no meu quarto. Esta voz pertence a lá fora. Nas ruas. A voz me carrega para fora. A voz sem um rosto. Somente a voz. E ela penetra em meus ouvidos. Descendo até minha garganta. Eu a sinto enfraquecendo meu estômago. E então, o silêncio. E nada. E a escuridão. Eu sinto o chão nas minhas costas. Os fantasmas de março ainda estão aqui. E amanhã tudo se repetirá. Vamos todos torcer para que tudo isso termine logo.
Seria estes meus comentários mais lúcidos do que os outros?
Só o distante passado dirá quando o futuro do presente chegar. Quando o invisível se tornar visível. Quando esquecermos o passado sombrio, quando chegarmos a paz sublime. Para uma pessoa traumatizada. Há inúmeras pequenas coisas queimando dentro de mim. Se retorcendo para chegar à superfície. Um novo mundo está chamando um novo homem.
Continua...
Só o empirismo e a necessidade salvam! Adaptação. Sempre.
31.12.17
1.8.17
As coisas que eu ouvi, revisitadas
Ser sempre sendo azedo e seco.
Fingir sorrisos cordiais e simpatia.
Dizer não dizendo cabeça baixa quase oca.
Ouvir engolir passar outro dia de novo.
Repete a fora sem razão palavras que os outros querem ouvir.
Concordar sem concordar só pra ver o dia passar.
Deixar de lutar batalhas de ego para não desgastar.
Sentir a razão de ter evitado um problema que tinha solução.
Olhar sem olhar passando em branco.
Anotar na cabeça argumentos futuros.
Não cobrar pelo que te cobram, não dever pelo dever que te pedem.
Poder sem escolher dizer algo.
Não desfazer o que foi dito.
Ser o pequeno porque não há espaço para muitos grandes.
Ignorar.
Sorrir.
Acenar.
Cuidado.
Ao consertar algo quebrado.
Talvez você pode ser cortado.
Pelos pedaços estraçalhados.
Olhe para suas mãos.
Estão cobertas de cicatrizes.
Fingir sorrisos cordiais e simpatia.
Dizer não dizendo cabeça baixa quase oca.
Ouvir engolir passar outro dia de novo.
Repete a fora sem razão palavras que os outros querem ouvir.
Concordar sem concordar só pra ver o dia passar.
Deixar de lutar batalhas de ego para não desgastar.
Sentir a razão de ter evitado um problema que tinha solução.
Olhar sem olhar passando em branco.
Anotar na cabeça argumentos futuros.
Não cobrar pelo que te cobram, não dever pelo dever que te pedem.
Poder sem escolher dizer algo.
Não desfazer o que foi dito.
Ser o pequeno porque não há espaço para muitos grandes.
Ignorar.
Sorrir.
Acenar.
Cuidado.
Ao consertar algo quebrado.
Talvez você pode ser cortado.
Pelos pedaços estraçalhados.
Olhe para suas mãos.
Estão cobertas de cicatrizes.
27.7.17
Nenhuma estrela me alcançou hoje
Nenhuma estrela me alcançou hoje. Não tive que parar na frente de nenhum tanque de guerra. Não tinha chegado nem na metade do dia e já tinha tomado mais de cinco medicamentos. E um banho. E três copos de café.
Ainda não encontrei a paz em mim mesmo. Dizem que leva anos, mas não tenho a paciência. A saída é me encontrar nela eu mesmo.
Os níveis da minha audição estão baixos. Tenho a desconfortável sensação de estar debaixo d’água. Ouço os ruídos mais distantes. O ar pesado só sai de uma narina. A direita. As mucosas nos seios da minha face atrapalham a circulação do ar. Do ar reciclado. Do ar reciclado que os outros também respiram. Do ar respirado pelos outros. Pelos outros desconhecidos. Com suas próprias doenças desconhecidas.
O sistema respiratório está falido. Insisto em falir eu mesmo. Continuo a fazer fumaça internamente. Os ouvidos não estalam mais. Estão entupidos. Parados. Esta é a real.
A realidade cumpre a promessa dela mesma. Porque importa, porque registra nossa maneira de viver, porque às vezes basta. Não digo que basta para o bem ou para o mal. Apenas que simplesmente a realidade às vezes é o suficiente. Suficiente para respirar, ouvir, comer, abraçar, violentar, pensar, sonhar, sentir, viver e morrer.
Tenho certo apego ao fracasso. Não acredito ser algo ruim. Depende do ponto de vista de quem tem sucesso. Não quero para mim o que um verdadeiro perdedor tem como recompensas. Sinto que desistir é um fetiche. A glória que existe em um fracasso verdadeiro chama minha atenção. Os fracassados têm um charme único. O brilho de um vencedor é muito irritante. Ofusca minha visão. A altura do pódio é altíssima. E eu não tenho medo de altura. Nem de me espatifar da queda livre. Mas o chão me atrai. Mais mesmo que sua gravidade obvia e inevitável. Também não é comodismo. Prefiro sempre a adaptação. Por isso o sucesso não me atrai. É preciso mante-lo. Ser invencível. Ter uma pela boa. Bons contatos. Negócios bem feitos. Mirar alto. Ser ambicioso. Não. Um tombo pequeno não me aleija. Um rosto feio evita olhares minuciosos de terceiros (ou os intensifica). Um grupo seleto me satisfaz (mesmo que por pouco tempo). Não disse quantos grupos seletos. Transito entre vários. Vários momentos.
Eu não cultivaria plantas que precisam de água e sol todos os dias, nem de animais que necessitam cuidados especiais. Eu não me casaria com seres humanos, porque eles interfeririam o meu cotidiano e esse é cheio de pequenos cuidados com tudo aquilo que eu não me responsabilizo em ser meu. Porque a posse é algo absurdamente chato e limitador.
Ainda não encontrei a paz em mim mesmo. Dizem que leva anos, mas não tenho a paciência. A saída é me encontrar nela eu mesmo.
Os níveis da minha audição estão baixos. Tenho a desconfortável sensação de estar debaixo d’água. Ouço os ruídos mais distantes. O ar pesado só sai de uma narina. A direita. As mucosas nos seios da minha face atrapalham a circulação do ar. Do ar reciclado. Do ar reciclado que os outros também respiram. Do ar respirado pelos outros. Pelos outros desconhecidos. Com suas próprias doenças desconhecidas.
O sistema respiratório está falido. Insisto em falir eu mesmo. Continuo a fazer fumaça internamente. Os ouvidos não estalam mais. Estão entupidos. Parados. Esta é a real.
A realidade cumpre a promessa dela mesma. Porque importa, porque registra nossa maneira de viver, porque às vezes basta. Não digo que basta para o bem ou para o mal. Apenas que simplesmente a realidade às vezes é o suficiente. Suficiente para respirar, ouvir, comer, abraçar, violentar, pensar, sonhar, sentir, viver e morrer.
Tenho certo apego ao fracasso. Não acredito ser algo ruim. Depende do ponto de vista de quem tem sucesso. Não quero para mim o que um verdadeiro perdedor tem como recompensas. Sinto que desistir é um fetiche. A glória que existe em um fracasso verdadeiro chama minha atenção. Os fracassados têm um charme único. O brilho de um vencedor é muito irritante. Ofusca minha visão. A altura do pódio é altíssima. E eu não tenho medo de altura. Nem de me espatifar da queda livre. Mas o chão me atrai. Mais mesmo que sua gravidade obvia e inevitável. Também não é comodismo. Prefiro sempre a adaptação. Por isso o sucesso não me atrai. É preciso mante-lo. Ser invencível. Ter uma pela boa. Bons contatos. Negócios bem feitos. Mirar alto. Ser ambicioso. Não. Um tombo pequeno não me aleija. Um rosto feio evita olhares minuciosos de terceiros (ou os intensifica). Um grupo seleto me satisfaz (mesmo que por pouco tempo). Não disse quantos grupos seletos. Transito entre vários. Vários momentos.
Eu não cultivaria plantas que precisam de água e sol todos os dias, nem de animais que necessitam cuidados especiais. Eu não me casaria com seres humanos, porque eles interfeririam o meu cotidiano e esse é cheio de pequenos cuidados com tudo aquilo que eu não me responsabilizo em ser meu. Porque a posse é algo absurdamente chato e limitador.
29.12.16
Season Finale X
Anteriormente em Season Finale...
Não há muito o que descrever. O dano está feito. Ela veio calma e silenciosa conforme o esperado.
É o Fim de uma totalidade.
Qual o valor de uma ausência e o peso de uma presença? Vai demorar até que eu possa sorrir de forma sincera novamente. Somente a melancolia permite a aceitação da morte e a continuidade da vida.
Enquanto espero que tudo isso termine logo percebo que na maioria das vezes não sou inerte aos acontecimento. Ao contrário, na maior parte do tempo sou selvagem. Apenas respiro. As coisas vão mudar, mas sempre via alguma violência. A violência do tempo, muitas vezes. Contamos ansiosos pelos dias da liberdade. A expansão do concreto e da fumaça oferece uma infinita expansão da decadência enquanto esperamos. É opressor, é alienante. Ameaçador, sadístico e eu quero tudo isso. O dano está feito.
Ando pelas ruas lotadas de um centro de cidade.
Reparo que as pessoas parecem com a minha alma e com a palavra "melancolia".
Às vezes podemos ouvir a vibração da luz. Como um barulho de repente no meio da alienação.
Nós todos lutamos, amamos, trepamos, rimos, choramos e na maioria das vezes estes intensos momentos ou pensamentos ou emoções acontecem no mais banais dos lugares.
Somos as vítimas da fatalidade, não há esperança para nenhum de nós, mas se existir, ainda que nos deixe dar um último grito, um terrível uivo de agonia, um berro desafiador, apenas talvez um choro numa batalha. Chega de sofrer. Deixem os mortos enterrarem os mortos. E nós, os vivos, vamos dançar para celebrar uma última e agonizante dança, porém uma dança verdadeira.
Se alguém disse alguma coisa, desculpe. Não ouvi direito. Não tenho a mínima ideia para onde estou indo, mas eu sei que não está acontecendo pela última vez. Todas as noções dos meus movimentos são incertos. Nesta temporada eu passei pelo desconhecido novamente. Todas as pessoas alcançaram sinais de enigmas. Se eu alguma vez fiquei preocupado em me entregar à insanidade, foi aqui e agora. A imersão nos estigmas, nos objetos, nas visões... eu preciso disso. Nós precisamos e eu quero muito isso. Se eu em breve perder o controle, vou definitivamente ter a esperança em continuar a sorrir com meus fones de ouvido, como bêbados ou os idiotas. A ficção é a única saída.
Não resta nada. Agora quero pelo inesperado. Espero por algo que eu nunca vi antes.
Contra o progresso, a perenidade.
Contra a abstração, o concreto.
Contra a revolução, a tradição.
Contra a política, a metafísica.
Contra a natureza, uma estética.
Contra o igualitarismo, a hierarquização.
Contra fantasmas, os espectros.
Contra o ceticismo, a fé.
Contra a arquitetura, a música.
Contra a visão, a fotografia.
Contra a morte, a vida.
Continua...
Não há muito o que descrever. O dano está feito. Ela veio calma e silenciosa conforme o esperado.
É o Fim de uma totalidade.
Qual o valor de uma ausência e o peso de uma presença? Vai demorar até que eu possa sorrir de forma sincera novamente. Somente a melancolia permite a aceitação da morte e a continuidade da vida.
Enquanto espero que tudo isso termine logo percebo que na maioria das vezes não sou inerte aos acontecimento. Ao contrário, na maior parte do tempo sou selvagem. Apenas respiro. As coisas vão mudar, mas sempre via alguma violência. A violência do tempo, muitas vezes. Contamos ansiosos pelos dias da liberdade. A expansão do concreto e da fumaça oferece uma infinita expansão da decadência enquanto esperamos. É opressor, é alienante. Ameaçador, sadístico e eu quero tudo isso. O dano está feito.
Ando pelas ruas lotadas de um centro de cidade.
Reparo que as pessoas parecem com a minha alma e com a palavra "melancolia".
Às vezes podemos ouvir a vibração da luz. Como um barulho de repente no meio da alienação.
Nós todos lutamos, amamos, trepamos, rimos, choramos e na maioria das vezes estes intensos momentos ou pensamentos ou emoções acontecem no mais banais dos lugares.
Somos as vítimas da fatalidade, não há esperança para nenhum de nós, mas se existir, ainda que nos deixe dar um último grito, um terrível uivo de agonia, um berro desafiador, apenas talvez um choro numa batalha. Chega de sofrer. Deixem os mortos enterrarem os mortos. E nós, os vivos, vamos dançar para celebrar uma última e agonizante dança, porém uma dança verdadeira.
Se alguém disse alguma coisa, desculpe. Não ouvi direito. Não tenho a mínima ideia para onde estou indo, mas eu sei que não está acontecendo pela última vez. Todas as noções dos meus movimentos são incertos. Nesta temporada eu passei pelo desconhecido novamente. Todas as pessoas alcançaram sinais de enigmas. Se eu alguma vez fiquei preocupado em me entregar à insanidade, foi aqui e agora. A imersão nos estigmas, nos objetos, nas visões... eu preciso disso. Nós precisamos e eu quero muito isso. Se eu em breve perder o controle, vou definitivamente ter a esperança em continuar a sorrir com meus fones de ouvido, como bêbados ou os idiotas. A ficção é a única saída.
Não resta nada. Agora quero pelo inesperado. Espero por algo que eu nunca vi antes.
Contra o progresso, a perenidade.
Contra a abstração, o concreto.
Contra a revolução, a tradição.
Contra a política, a metafísica.
Contra a natureza, uma estética.
Contra o igualitarismo, a hierarquização.
Contra fantasmas, os espectros.
Contra o ceticismo, a fé.
Contra a arquitetura, a música.
Contra a visão, a fotografia.
Contra a morte, a vida.
Continua...
5.9.16
Não é o que você diz, mas como diz
De que me serve fugir se não posso viver com um nome pesado demais ou terrivelmente leve; se não posso deixar de sentir um peso em meu peito e um vazio em minha alma; se sou incapaz de cruzar a rua e gritar que estou vivo; se, por mais que eu me esforce, sempre desejarei ser outra pessoa com qualquer outra vida. Como gritar no ouvido do mundo que estou apaixonado pelo nada?
Branca de Neve corria nua por uma floresta repleta de paradoxos. Alice se submergia em um mar de lágrimas e fantasias. Dorothy caminhava no vermelho sobre os caminhos amarelos da cidade Esmeralda. A virilidade do belo Príncipe encarcerou o monstro esguio.
Como sussurrar ao mundo que as crianças já não são mais crianças; que não queremos coroas, espadas, um cavalo branco, uma fada madrinha e nem um duelo mortal? Muito menos queremos uma passagem de ida ao país dos sonhos, onde as maravilhas não contêm um apartamento com varanda, carro zero e nem violência de gênero. E ainda pareça que não te quero, a realidade não poderia ser mais distante. Quero que acaricie meu céu e consuma meu inferno. Quero te declarar a guerra porque quero conquistar os teus latidos, ainda que esta noite o mar tenha hasteado uma bandeira de perigo. Mas quero que quando os cadáveres, silenciosos e sonolentos, que jazem sobre os restos de uma banheira de hidromassagem, não me peçam para que eu mude, não exigem que eu seja sincero. Me chame, se assim me deseja, me chame de serpente, porque sei que cabeças vão rolar, porque sei o que sente. Como te mostrar que não é o que você diz, mas como diz? Não consigo saber como te contar que os nomes carregam histórias e que as lendas nos nutrem de sonhos. Que as princesas já não querem cavalheiros porque eles preferem se matar com dos dragões.; que os meninas encontraram seus rostos ocultos caminhando sozinhas pela floresta e que já não mais temem o lobo, porque quero saber que já mais coisas além do labirinto, do País das Maravilhas, porque queremos ser a Rainha de Copas.
1.9.16
Estranhos conhecidos
Há algumas semanas um antigo amor reapareceu e foi muito estranho. Fazia mais de três anos que não nos víamos. Durante este tempo viveu muitas aventuras que me contou com muita energia. Viagens incríveis, outras coisas não tão bacanas assim. No final, contente por saber que está bem, tão vivaz, a perguntei por que queria me ver e me disse que se lembrava muito de mim mesmo sem nos falarmos por tanto tempo. Acaba de se separar do seu último amor e estava com vontade de recomeçar, de mudar algumas coisas do passado, talvez. Me disse coisas bonitas e entendi que, na realidade, não me estava falando diretamente a mim, mas a quem eu era, a quem fomos, a nosso passado. Fazem mais de três anos, pensei novamente. Recordamos de uma piada cujos detalhes eram distintos para ambos e rimos disso. Ao nos despedirmos me propus a ficar, mas hesitei. Seria tão sincero, pensei. Mas declinei essa opção. Por que?, me pergunto. Suponho que porque já tenho minha vida, porque não me senti reconhecido como um cara com quem conversava com tanta ilusão, porque se ainda creio que a vida é uma forma em espiral, não brilhamos o suficiente, ou ao menos não me recordo assim. E porque agora estou bem, mais tranquilo, e não quero que isto se quebre embora sei que se quebrará igualmente, porque nenhuma etapa é eterna. E porque, seja lá o que passei, prefiro o presente... Embora sigo me sentindo sozinho, embora nunca fui de encontro ao amor. Prefiro não voltar ao passado, mesmo que agora seja uma grande pessoa. Não contei isso a ninguém até agora.
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