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Influenciado pela minha tia,que aos sábados colocava no último volume cds do Cazuza,ano passado comecei a escutar o poeta das músicas.Letras bonitas,voz gostosa de ser ouvir e uma vida muito louca.
Fui ver "Cazuza - O Tempo não pára" junto com a tal tia,que saiu da sessão dizendo que ele não era mais o ídolo dela,mas que iria continuar ouvindo-o.
"Ele acabou com a vida dele!Deixou a mãe preocupada e sofrendo!
Ele que escolheu aquele fim!";ela disse tudo isso.
Cara,ele VIVEU!
Do jeito dele,do modo que ele escolheu,trazendo alegria ou tristeza,ele viveu e também sofreu as consequências.
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Um dos pontos positivos da película (além da atuação,da preparação e da vivência "Cazuza" de Daniel de Oliveira,que não precisa de comentários) é como é mostrado as várias versões de Cazuza,desde "o menino que compõe letras profundas e que quer ser cantor" até o Cazuza drogado e bissexual.
A recuperação dos anos 80 está muito boa retratada e ta,bém não é apelativo pelo dramalhão.
A baixa do filme é mais para a qualidade técnica que as vezes é mostrada como documentário (imagens ruins) e de repente é um filme (imagens boas).
O filme também se perde nos cortes feitos pela péssima edição.
Nem preciso comentar as atuações do filme,estão ótimas!
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Abaixo,uma das músicas que mais gosto...
Todo Amor Que Houver Nessa Vida
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria