21.6.14

— I must stop talking to myself. They'll think I'm crazy!
— Who? There's nobody here.
— Oh, You always have to remind me of that?!

17.6.14

Ouroboros

Não estou magoado com você. Nós estávamos juntos. Eu esqueci todo o resto. Estou magoado comigo mesmo. Pensei que ia ser fácil. Pensei que poderia acreditar em algo que não acreditava fazia anos. Acreditar em expectativas. Mas isso só resulta numa coisa. Estou magoado comigo mesmo porque achei que era recíproco. Não estou dizendo que você mentiu quando disse que gostava de mim. Você pode até ter gostado. Mas não existe reciprocidade sentimental para mim. Eu nunca vou gostar de mim mesmo. Sempre fui e sempre vou ser egoísta, só enxergava em você a minha rejeição e condição de rejeitado. Entre eu e os outros há um abismo. Um abismo sentimental. E é nesse paradoxo que sobrevivo. Até eu me juntar aos outros no fim do abismo. Eu preciso me transformar em algo que eu precise. Como se chama uma metamorfose quando você se transforma em você mesmo?

10.6.14

Dada

I had a busy morning in the office. There was a pile of bills of lading waiting on my desk and I had to go through them all. Suddenly, at the end of a corridor leading at right angles from this one, he caught sight of a figure as it lunged into view, a man. The man saw him. Reminds me of an old friend of mine, one of the handsomest men I have ever know and one of the maddest and absolutely ruined by wealth. I began to review the evolution of this love. Evolution? There had been no evolution. It had been instantaneous. Why, and I was amazed to think that I should adduce this proof, why, even the fact my first gesture had been one of rejection was proof of the fact that I recognize the attraction. Don't you mean that the other way around? You're a bit confused.
 

Anteriormente