- ai vc n passa de uma graçota apaixonada hehe
- sabe, estou sendo humilhado por varias pessoas
eu n posso ser uma ursa má, levemente inclinada ao amor?
- pode sim claro
eu respeito quem tem o amor
- hahahahhaa
dramatica
- mideixa
- o amor ja passa
podexa
- ai vamo para q ta parecendo dialogo de filme nacional, tirando o fato q n estamos deitados na cama, janela aberta, sol na gente...
- e criança barriguda brincando no quintal
- pensei em nós como um jovem casal universitario, tipo caio blat e mais alguem
- eu sou um ator b desconhecido
o meu personagem
- isso, colecionamos vinil, estamos ouvindo chico e fumando uma ponta, estamos entediados mas nossa familia deixou de nos sustentar pq decidimos, olha só: oficializar o nosso amor
época: ditadura (óóbvio) final da ditadura vai
- simmmm
e o filme termina comigo que experimentei o amor
pegando hiv
e vc me cuidando
pq afinal meu caso, n suportou a barra
- é, msg: amor mata
mas nossa familia vai nos aceitar (pq estamos morrendo)
- e só nessas pequenas coisas cheias de valor é que podemos contar
e termina com meu codnome beijaflor
- a aposta brasileira para o oscar
- um filme pra familia toda ver
forte, otimas atuaçoes, caio blat em seu melhor papel
uma vitoria
- Lei Ancine no incentivo a cultura apresenta
qual vai ser o nome do filme?
- o amor nunca diz adeus
- perfeito
- o amor nunca diz adeus - uma historia real
- "a mesma força de O Terceiro Travesseiro!" - MixBrasil
29.1.10
31.12.09
Season Finale III
Anteriormente em Season Finale...

Música do Ano: Quixote Feat. Lisa Li-Lund - Before I Started To Dance
The House of Desabation
Antes de o ano começar, eu já tinha antecipado seu fim, o que o deixaria muito curto e sem grandes novidades, com aproximadamente três meses de duração. Fiz o mesmo com o mês de dezembro do ano passado e logo percebi que minha precipitação e afobamento para o fim estavam errados. No que eu errei tentando adivinhar o que viria em seguida, eu acertei em 2009 – mas ainda assim algumas surpresas me foram reservadas.
Logo no segundo mês, a séria já contava com um acontecimento que justificava o nome que iria perpetuar pelo longo do ano: a casa caiu.
A negligencia sobre meus vícios fizeram minha família descobrir os mesmo. Na adrenalina de não saber o que iria acontecer em seguida me peguei desprevenido e assustado, num desespero incomum e uma solidão verdadeira que preencheram um vazio há muito tempo conhecido.
A mudança por trás desse episódio foi sutil: agora me tratam de outra forma, com medo de uma possível recaída e eu voltei a ser para eles objeto de admiração, graças a minha habilidade de superar diversidades e conquistando objetivos medíocres. De modo vitorioso não deixei que minha máscara caísse e sigo vivendo independentemente em relação à herança cristã familiar que reina a minha morada. Segredos tão pequenos meus... Só meus. Disso, e pela primeira vez numa terapia, cheguei à conclusão que convivo com duas personalidades distintas (Jekyll e Hyde) e só poderão se adaptar a uma persona quando ficar realmente sozinho – longe desse magnetismo familiar.
Tinha premeditado (e meu pessimismo crônico desejava) que 2009 terminaria logo após o show do Radiohead em março. E foi mais ou menos o que aconteceu se não fosse a necessidade da sobrevivência em meio a continuidade que se arrastaria.
Os shows foram o que eu poderia resumir como uma experiência religiosa, cheia de catarse. Ok, sem exageros: uma experiência realmente única. Para o primeiro show viajei para o Rio de Janeiro com um amigo e amei a cidade, ou o centro dela para ser mais especifico. Três dias foi muito pouco para tentar sentir tudo que aquele caldeirão no inferno pode significar. Desde seu passado sórdido a seu presente de guerrilhas e violência incessantes. Nos shows, overdose de emoções: “havia momentos que eu queria que tudo terminasse, porque não agüentava mais me emocionar” – palavras de um amigo para me ajudar a nos expressar durante o segundo show, em São Paulo. A série poderia terminar aí (no fundo terminou), mas ainda tinha nove meses pela frente, eu estava desempregado e tinha um curso para terminar de pagar. Depois de algumas tentativas frustrantes encontrei um emprego fixo que por incrível que pareça não me entedia (e obviamente, não me satisfaz por completo) e consegui me formar.
Perto do final do ano, a casa caiu de novo: três personagens essenciais da série saíram como regulares para (re)começaram uma vida nova, com aparentes melhores oportunidades num cenário novo, coadjuvantes diferentes, num núcleo a parte de onde estávamos acostumados. O spin-off pegou a todos de surpresa e por algum tempo eu não conseguia entender por completo o afastamento do meu melhor amigo e questionava sua futura ausência torcendo que ele voltasse a trás da decisão de forma egoísta (não estava mentindo para mim mesmo) como se eu torcesse para seu fracasso e infelicidade, para ao menos estar ao meu lado quando EU precisasse.
Até que num sonho ele me disse que ia ser “poeta sem nota fiscal” e me dei conta, passando mais tempo com ele, que ele sempre foi (e vai ser) um estrangeiro em qualquer lugar que ficasse. Essa nova percepção me fez entende-lo melhor, estávamos juntos por algo insuperável, uma sombra de acontecimentos importantes. E nessa sombra nos destacávamos.
Muitas pontas soltas a serem coletadas ainda nos esperam (a todos nós). Pensei em como resumir o ano assim como fazia nas season finales anteriores, mas não consigo chegar a uma conclusão que faça sentido. Mas amo muito isso: foi um ano sem sentido aparente, onde adaptei lucidez com loucura, insanidade com racionalidade, vícios com princípios, pessoas, lugares, cheiros, sabores, sensações, e antes que eu começasse a dançar, senti as folhas de relva crescerem sob meus pés, se transformando em algo único, e tudo dentro dessa cidade de noites quentes e escarlates, onde tudo é permitido e nada é verdadeiro.
To be continued...

Música do Ano: Quixote Feat. Lisa Li-Lund - Before I Started To Dance
The House of Desabation
Antes de o ano começar, eu já tinha antecipado seu fim, o que o deixaria muito curto e sem grandes novidades, com aproximadamente três meses de duração. Fiz o mesmo com o mês de dezembro do ano passado e logo percebi que minha precipitação e afobamento para o fim estavam errados. No que eu errei tentando adivinhar o que viria em seguida, eu acertei em 2009 – mas ainda assim algumas surpresas me foram reservadas.
Logo no segundo mês, a séria já contava com um acontecimento que justificava o nome que iria perpetuar pelo longo do ano: a casa caiu.
A negligencia sobre meus vícios fizeram minha família descobrir os mesmo. Na adrenalina de não saber o que iria acontecer em seguida me peguei desprevenido e assustado, num desespero incomum e uma solidão verdadeira que preencheram um vazio há muito tempo conhecido.
A mudança por trás desse episódio foi sutil: agora me tratam de outra forma, com medo de uma possível recaída e eu voltei a ser para eles objeto de admiração, graças a minha habilidade de superar diversidades e conquistando objetivos medíocres. De modo vitorioso não deixei que minha máscara caísse e sigo vivendo independentemente em relação à herança cristã familiar que reina a minha morada. Segredos tão pequenos meus... Só meus. Disso, e pela primeira vez numa terapia, cheguei à conclusão que convivo com duas personalidades distintas (Jekyll e Hyde) e só poderão se adaptar a uma persona quando ficar realmente sozinho – longe desse magnetismo familiar.
Tinha premeditado (e meu pessimismo crônico desejava) que 2009 terminaria logo após o show do Radiohead em março. E foi mais ou menos o que aconteceu se não fosse a necessidade da sobrevivência em meio a continuidade que se arrastaria.
Os shows foram o que eu poderia resumir como uma experiência religiosa, cheia de catarse. Ok, sem exageros: uma experiência realmente única. Para o primeiro show viajei para o Rio de Janeiro com um amigo e amei a cidade, ou o centro dela para ser mais especifico. Três dias foi muito pouco para tentar sentir tudo que aquele caldeirão no inferno pode significar. Desde seu passado sórdido a seu presente de guerrilhas e violência incessantes. Nos shows, overdose de emoções: “havia momentos que eu queria que tudo terminasse, porque não agüentava mais me emocionar” – palavras de um amigo para me ajudar a nos expressar durante o segundo show, em São Paulo. A série poderia terminar aí (no fundo terminou), mas ainda tinha nove meses pela frente, eu estava desempregado e tinha um curso para terminar de pagar. Depois de algumas tentativas frustrantes encontrei um emprego fixo que por incrível que pareça não me entedia (e obviamente, não me satisfaz por completo) e consegui me formar.
Perto do final do ano, a casa caiu de novo: três personagens essenciais da série saíram como regulares para (re)começaram uma vida nova, com aparentes melhores oportunidades num cenário novo, coadjuvantes diferentes, num núcleo a parte de onde estávamos acostumados. O spin-off pegou a todos de surpresa e por algum tempo eu não conseguia entender por completo o afastamento do meu melhor amigo e questionava sua futura ausência torcendo que ele voltasse a trás da decisão de forma egoísta (não estava mentindo para mim mesmo) como se eu torcesse para seu fracasso e infelicidade, para ao menos estar ao meu lado quando EU precisasse.
Até que num sonho ele me disse que ia ser “poeta sem nota fiscal” e me dei conta, passando mais tempo com ele, que ele sempre foi (e vai ser) um estrangeiro em qualquer lugar que ficasse. Essa nova percepção me fez entende-lo melhor, estávamos juntos por algo insuperável, uma sombra de acontecimentos importantes. E nessa sombra nos destacávamos.
Muitas pontas soltas a serem coletadas ainda nos esperam (a todos nós). Pensei em como resumir o ano assim como fazia nas season finales anteriores, mas não consigo chegar a uma conclusão que faça sentido. Mas amo muito isso: foi um ano sem sentido aparente, onde adaptei lucidez com loucura, insanidade com racionalidade, vícios com princípios, pessoas, lugares, cheiros, sabores, sensações, e antes que eu começasse a dançar, senti as folhas de relva crescerem sob meus pés, se transformando em algo único, e tudo dentro dessa cidade de noites quentes e escarlates, onde tudo é permitido e nada é verdadeiro.
To be continued...
7.12.09
26.11.09
Assunto de Família
"Famílias são fisicamente indistinguíveis umas das outras. Elas não usam insígnias. Elas são, afinal de contas, unidades tribais cujos membros estão lá graças a um evento biológico. E elas são unidas por um núcleo magnético que, às vezes, não parece ser nem amor, nem lealdade."
Assunto de Família, de Will Eisner
Assunto de Família, de Will Eisner
19.11.09
I'm Designer

O valor de cada um? Ou o preço? Quanto você tem? Acho que chegou a hora de eu me vender, e não é caro, pense nisso. Se é certo que estamos à venda, quanto você já tem?
Basicamente uma prostituta. Faça uma oferta que eu não posso recusar - apesar de que eu não confio em ninguém, nem mesmo em mim - e não é difícil de se culpar.
Não acredito em "chegar a hora", e assim só me resta uma verdade: eu não me apego a nada, não me empenho para o sucesso e realização profissional, uma carreira sólida porque me refleti no que (não) acredito. Sou uma peça rara, "sou um designer", não me encaixo em nenhum lugar e não quero me encaixar, só me forjo, nada espero - vai vendo como me ferro - você não sabe? Eu muito menos.
Sou um zero, até onde posso chegar? Me contradigo? Claro, sou insatisfeito também, mesmo sem ter nada para me satisfazer. E deixe meus paradoxos comigo mesmo.
Não vou ficar me repetindo, uma vez já é o bastante. Não vou ficar me repetindo. Vou pra casa comer e me masturbar.
8.11.09
How Bad Is Your Ex-Girlfriend?
- Hum, sabe quem poderia estar aqui? Ela...ela gosta muito do Iggy Pop, tipo desde os 14 anos, sei lá...Humm acho que não. Eu aqui nesse show foda, louco, me jogando, quase subindo no palco e ela lá, veegan ex-comunista, naquela pseudo-comunidade hippie no meio do mato, que com certeza não teve dinheiro pra comprar o ingresso, citando Leminski, com seu namoradinho looser de cabelo longo, achando ele a conquista de uma vida inteira. Há! Uhuu Wanna Be Your Dog!
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