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Deito minha cabeça e fito a escuridão com meus olhos fechados. Não há sinal. Não há nenhum som pesado. Exceto pela minha respiração levemente ofegante, que prefiro imaginar que seja o barulho do vento, das nuvens passeando acima de mim. A única coisa ocupa minha mente são pequenos pensamentos se multiplicando e suavemente se esvaindo pela escuridão vazia. Como o movimento circulares de ondinhas que vão desaparecendo devagar. Como batidas de coração que vão ficando cada vez mais fracas. Nao estou ansioso pela espera. O frio do ferro na minha nuca não me incomoda e eu já sinto as pequenas vibrações do trem chegando.
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